Precisamos falar mais sobre empreendedorismo social, diz Diretora de Comunicação Corporativa da Visa

Formada em Administração pela USP, Sabrina Sciama é Diretora de Comunicação Corporativa da Visa do Brasil, onde iniciou como estagiária e, hoje, se orgulha em falar sobre os projetos de educação financeira que realiza e desenvolveu de forma pioneira no mercado. “Implementar um programa de educação financeira foi, provavelmente, o melhor projeto que eu já fiz em minha vida profissional. Há alguns anos, educação financeira era uma coisa totalmente inédita, não existia conteúdo sobre o assunto para o consumidor. Hoje, estamos com um projeto dentro da favela da Maré, por exemplo, onde desenvolvemos currículos, damos aula para empreendedores e para jovens. Saber que isso deriva de um trabalho feito lá atrás, e que está realmente impactando a vida de uma comunidade, é motivo de orgulho diário”, ressalta Sabrina.

Sabrina começou a trabalhar na Visa em 2001 e em 2003, ainda na faculdade, foi efetivada.  “Como a área de marketing era muito pequena, eu acabava fazendo de tudo um pouco. Em 2008, aceitei o desafio de criar a área de comunicação corporativa no Brasil. Fazia todo o trabalho de relacionamento com jornalista, relações públicas, e já até havia implementado nossa plataforma de educação financeira no Brasil. Aos poucos fui ganhando uma equipe e aprendi muito durante esse caminho. Meu desafio é ser sempre humilde o suficiente para saber que posso aprender mais e mais. Eu acho que na hora que você supõe que sabe tudo, não aprende mais nada”, conta a Diretora que, para compartilhar sua bagagem de tantos anos na Visa e os conhecimentos em comunicação e responsabilidade social, aceitou recentemente o convite para ser mentora do Triggers Poweres by Visionários (http://www.triggers.com.br/), programa inédito de educação e pré-aceleração de negócios sociais. Trata-se do maior programa de empreendedorismo social do Brasil.

“Foi uma honra ser convidada para ser uma das mentoras do programa. É uma iniciativa realmente revolucionária. Estamos num momento no mundo em que o compartilhamento, co-criação, estão em pauta. É muito difícil você acreditar – até em grandes corporações – que uma empresa sozinha vai conseguir enfrentar todos os seus desafios. É necessário o encontro de várias empresas e pessoas com diferentes ideias para conseguir entregar suas metas. Eu acho que tendo uma visão de comunicação, meios de pagamento e educação financeira, poderei ajudar os participantes do programa a ter olhar um pouco diferente do que estão acostumados”, explica Sabrina.

Sabrina acredita que o empreendedorismo social pode representar uma ferramenta de mudança e de transformação social. “O empreendedorismo social provavelmente foi a melhor invenção dos últimos anos. Aplicar o lucro não só para mim, mas para a minha sociedade, porque eu estou inserida nela, porque o que eu faço vai ter um impacto direto na minha comunidade. Acho isso muito forte e que precisa crescer cada vez mais. Precisamos colocar mais esse assunto em pauta em imprensa, em universidades, em grandes empresas. Acho que a gente não fala ainda como deveria sobre o assunto”, finaliza.