A inquietude do empreendedorismo

Entrevista com Vitor Elman

Vitor Elman, 39, é Diretor de Criação da Capuccino Digital, agência de publicidade fundada por ele, há 18 anos, quando ainda bem jovem. O desejo de ter o próprio negócio começou cedo na vida do executivo: “Eu sempre gostei de desenhar e isso me despertou o lado criativo e me levou a seguir a Publicidade. Saindo da faculdade trabalhei em algumas empresas, mas sempre tive vontade de empreender”, relembra.

O empreendedor chegou a abrir uma agência de publicidade que durou um mês, logo, aos 21 anos, começou o negócio que tem até hoje. “Comecei no meu quarto. Foi de lá que iniciei os trabalhos com alguns clientes. Logo em seguida, conquistamos grandes contas, como MTV, que foi o primeiro maior, e depois o Canal Sony, aí fomos aumentando a sede”. Em 2006, fez uma fusão com outra agência, a HZTA, dobrando de tamanho e também mudando o posicionamento de criação para Digital Full Service.

Para Vitor tudo o que se faz é uma oportunidade de aprender. A inquietude e a criatividade sempre fizeram parte de sua vida e personalidade. “A prática e o dia a dia resultam em aprendizado e, consequentemente, crescimento. Ainda na faculdade tentei um negócio de camiseta que não foi para frente. Tive mais duas empresas no caminho, uma de games sociais e outra de camisetas, mas minha vontade maior sempre foi ser uma agência de publicidade com foco no criativo. O lance da criatividade, de cada dia ter um desafio diferente”, ressalta.

Sozinho e sem investimento externo, as dificuldades enfrentadas foram muitas. Foi necessário persistência, apoio da família, e muito esforço. “Não teve investimento, comecei sozinho, sempre fiz as coisas independentes mesmo. É claro que tinha um lado muito bacana de realização, mas foi um começo difícil”.

Além da Capuccino Digital, Vitor é um dos mentores do Visionários, plataforma inovadora que estimula o empreendedorismo social. Para ele, é preciso ter certeza de que se quer empreender antes de iniciar o negócio; não desistir na primeira dificuldade, e ter bom senso nas tomadas de decisões. “É preciso sair dessa ‘moda de empreender’ e pensar se esse é realmente o caminho que se quer trilhar, se faz sentido para a pessoa. Além disso, é ser persistente e ter muita resiliência. Eu não ‘saio do trabalho e não penso mais nele’. O trabalho é inerente a mim. Mas uma coisa é fato: todo empreendedor tem um brilho no olho para falar do que faz”, finaliza.